Na economia global, é crescente a exigência sobre a qualidade dos produtos e transparência dos processos de fabricação. As organizações que pretendem se tornar ou se manter competitivas precisam aplicar ao negócio controle total da atividade industrial, com sistemas de rastreabilidade cada vez mais robustos e complexos. Você já ouviu falar nesse conceito?

Rastreabilidade representa a capacidade de traçar o caminho da história, aplicação, uso, localização ou qualquer outro tipo de atividade relevante de um produto individual ou de um conjunto de características destes produtos. Esse processo é feito pela impressão de números de identificação, geração de informações por equipamentos inteligentes e utilização de sistemas de bancos de dados.

Dessa forma, você pode acessar informações sobre um produto e saber quem, como, onde e quando ele foi fabricado — não importa se a fabricação ocorreu hoje ou há 10 anos.

COMO FUNCIONAM OS SISTEMAS DE RASTREABILIDADE?

Todos os registros do processo de fabricação são armazenados em bancos de dados e gerenciados por softwares inteligentes, que fornecem o subsídio necessário para decisões estratégicas. Com o avanço da automação industrial e a crescente complexidade dos sistemas, esse controle tem sido cada vez mais minucioso.

De maneira geral, um sistema de rastreabilidade faz a ligação entre o chão de fábrica e os sistemas superiores, onde normalmente existe uma lacuna de comunicação. Assim, as informações geradas na linha de montagem são processadas e enviadas aos sistemas superiores já consolidadas e formatadas da maneira correta, com total gerenciamento do banco de dados.

Dentro dessa tecnologia de vanguarda, a Atlas Copco vem se consolidando como fornecedora de soluções que englobam desde o controle de apertos críticos, com suas ferramentas eletrônicas, até o controle total das linhas de montagem.

TIPOS DE RASTREABILIDADE E SUAS CARACTERÍSTICAS

Existem dois tipos de rastreabilidade: ativa e passiva. Eles atendem a diferentes necessidades de uma linha de montagem, conforme a estratégia de negócio da empresa. Vamos entender as particularidades de cada um.

RASTREABILIDADE PASSIVA

A rastreabilidade passiva é o modelo mais simples em que o sistema apenas recebe as informações geradas pela linha de produção e as armazena. No caso, a qualidade da informação depende exclusivamente dos equipamentos que geram estas informações, normalmente presentes no chão de fábrica. É muito importante agregar o banco de dados a um módulo de análises, permitindo que a equipe de qualidade utilize as informações para gerar diversos indicadores estratégicos.

Nessa modalidade, a Atlas Copco desenvolveu a solução ToolsNet 8. Trata-se de um software de coleta de dados e melhoria de processos personalizado conforme as necessidades da empresa. Ele oferece a capacidade de aperfeiçoar continuamente os processos de aperto por meio de controle total, garantindo menos retrabalho, maior qualidade e menor tempo de atividade.

BENEFÍCIOS DA RASTREABILIDADE PASSIVA


● PREVISIBILIDADE
O sistema fornece um relatório de incidência de NOK (desvios no processo de manufatura), no qual é possível ter uma clara visão do status da produção. A partir da repetibilidade dos processos, da análise de gráficos de tendência e do conhecimento da real probabilidade de desvios ocorrerem, é possível atuar na causa-raiz antes que alguma falha mais grave ocorra na linha de montagem.


● MANUTENÇÃO INTELIGENTE
O responsável é avisado pelo sistema sempre que a melhor data para calibração de ferramentas estiver próxima. Assim, é possível agendar manutenções preditivas, aumentando a vida útil dos equipamentos e evitando paradas de produção.


● RECALL ECONÔMICO
Caso exista a necessidade de recall de determinado produto por falha de qualidade, uma indústria com sistema de rastreabilidade ganha duas vantagens: primeiramente, o volume de mercadorias a serem revistas será o estritamente necessário. Ainda, não será preciso uma grande margem de segurança por falta de conhecimento dos lotes e peças utilizados.


RASTREABILIDADE ATIVA

A rastreabilidade ativa é um modelo mais completo e robusto que, além de apresentar todos os benefícios e funcionalidades da rastreabilidade passiva, também recebe as informações geradas pela linha de montagem, processa-as e verifica sua qualidade.

Se a qualidade identificada não for satisfatória, o sistema registrará o resultado e acionará comandos diretamente na linha de produção, solicitando a repetição da atividade ou realizando procedimentos de correção conforme a demanda.

Os dois principais tipos de sistema de rastreabilidade ativa da Atlas Copco são:

● SQS (SINGLE QUALITY SOLUTION): ideal para iniciar uma cultura de rastreabilidade na empresa, esse sistema é geralmente implantado em estações de submontagem, estações de backup ou áreas de reparo. Fornece dados de todas as ações de montagem automáticas e manuais, guiando operadores para diminuir as margens de erro com total transparência.

● LBMS (LINEBROWSER MODULESERVER): é a estrutura básica para um software baseado em módulos: a qualquer momento, pode ser expandido com facilidade e rapidez, interligando toda a cadeia produtiva, do chão de fábrica aos sistemas superiores.

BENEFÍCIOS DA RASTREABILIDADE ATIVA


● ERROR PROOFING

A rastreabilidade ativa atua na prevenção e na imediata correção de possíveis erros de montagem, conforme o conceito error proofing — “à prova de erros”. Utilizados com os equipamentos de aperto avançados, o software e o hardware de detecção de falhas e os acessórios inteligentes da Atlas Copco eliminam o retrabalho oneroso e asseguram a qualidade da linha de produção.


● ESCALABILIDADE

Ao especificar um sistema de rastreabilidade, é vital atentar-se para futuras integrações, expansões e alterações no processo de manufatura. Por isso, a solução deve ser escalável, prevendo ajustes de maneira inteligente e dinâmica por meio de uma ferramenta específica de configuração.

Sem esse recurso, o cliente ainda dependerá do desenvolvimento e dos especialistas do fornecedor para realizar modificações e ajustes na linha. No LBMS da Atlas Copco, esse trabalho é feito pela ferramenta de configuração LBC (Line Browser Configurator).

A natureza modular de um sistema possibilita a implementação do projeto por etapas, iniciando pelas estações e atividades mais críticas e seguindo para as de menos criticidades. Cada fase pode ser implantada de maneira independente, facilitando também a aprovação dos budgets correspondentes.


Para a implementação de um sistema tão complexo, sempre opte por um fornecedor que seja especialista no assunto. O fato de ele possuir uma solução já implantada em grandes plantas, com um conceito padronizado, módulos e funcionalidades já testadas e estáveis, pode lhe salvar muito dinheiro e evitar uma grande dor de cabeça no futuro.

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